todo mundo precisa pensar sobre isso..* revisado por Fabíola de Oliveira

Interessante notar, neste dia 22 de Julho de 2010, a postura do ser humano diante das múltiplas atividades que podem ser efetivadas no transcorrer de sua vida, na escolha dos atos que se pretende realizar, nos propósitos que estão sendo visados e na condição futura que se almeja. É verdadeiramente impressionante se dar conta da gama de caminhos diferentes, principalmente das relações pessoais que podem ser travadas cotidianamente na mudança constante do modo de agir de nossa espécie.


O quê quero dizer? Que são tantas variáveis, tantos imponderáveis, que talvez a fórmula do sucesso na vida seja apenas a persistência em viver, a constância, a perene tentativa de “dar certo”. Vejo a questão aparente de um modo simples, muito mais simples do que os textos que já vi a respeito…

A cobrança de pais sobre os filhos vestibulandos, dos pais sobre os filhos acadêmicos, do resto do mundo sobre estes mesmos filhos quando saem pro mercado: trata-se de uma epidemia, sem vacina ainda descoberta.

Pensei no personagem de Ramón Gómez Valdés y Castillo (ou somente “Ramón Valdés), ator mexicano de talento, intitulado entre nós de “Seu Madruga” que, durante o seriado do “Chaves”, viveu sempre devendo alugueres ao “Seu Barriga”, interpretado por outra figura de relevo – Édgar Vivar. Este cenário de pobreza não impediu que o público se familiarizasse com o vagabundo “Seu Madruga”, pois seja provável que, ao rir dele, enxergavam uma saída para que o fracasso (não ter dinheiro) se transformasse em sucesso (viver feliz).

De fato, “Seu Madruga” já teria sido boxeador, marceneiro, alfaiate etc., mesmo assim nunca conseguiu dever menos que 14 meses de aluguel e nunca (ou quase nunca) teve dinheiro para que sua filha comprasse um pirulito no bar da esquina. Parece algum de nós no futuro, depois disso: cada um em sua profissão, com seus planos e afazeres (academia pra ficar “bombadão” ou “gostosona”, inglês, concurso público, sinuca, aula de dança, jogo da Copa do Mundo, compras, festas, cursinho, contratos e vendas, livros da faculdade, sei lá…) e perguntando ao outro: “o que você quer ser daqui 5 anos”? “e aí? como está a vida?”

E se, lá na frente, você estiver como o “Seu Madruga” vai praguejar todo o tempo perdido ou pensar que “a fórmula do sucesso na vida seja apenas a persistência em viver, a constância, a perene tentativa de “dar certo”? Complexo…

Passarei a um outro assunto, em abono à tese da persistência. Estou lendo algumas coisas de forma simultânea, porque sou incapaz de segurar minha curiosidade e terminar de ler algo antes de passar ao próximo. Então, além do meu trabalho como advogado, lendo o tempo inteiro, também comprei um livro e emprestei outro… Resultado: nenhum deles anda, todos “tartarugam”. Pois bem.

O andar do bêbado: como o acaso determina nossas vidas” é o best-seller e livro notável do The New York Times e é também um dos quais estou “tartarugando” atualmente. Sinceramente ainda não o recomendo, estou apenas no começo do 3º capítulo, mas a questão central por Leonard Mlodinow tratada talvez tenha me influenciado neste texto. Confesso. Tanto que cheguei ao 3º capítulo muito mais rápido do que a média das minhas lentíssimas leituras.

Ora: se muitos eventos são incontroláveis por mim, então o sucesso na minha vida pode ser um deles! Aceitar que, um cara sentado vendendo jogo do bicho, um cara apostando na loteria e um vendendo e comprando bois têm chances de juntarem dinheiro e amigos mais do que eu parece doer, não acha? Afinal de contas a gente se esforça e tenta escolher os caminhos mais produtivos.

Então, numa conclusão precipitada, é possível dizer que o sucesso ou o insucesso, além de virem atrelados a condições de tempo, lugar, economia etc., são também influenciados por nossa própria postura, mas não como imaginamos que seja. O modo de agir não deve ser enfurecido, fissurado, enlouquecido em fazer sucesso: deve, apenas, ser desenrolado calmamente numa sucessão de tentativas.

Não se pode (ao contrário do que o mundo se propugna), mesmo, censurar alguém por tentar ser feliz, tentar ganhar dinheiro, ficar em forma, tentar ser simpático ou ser um bom pai de família, ser disposto, tentar ter boa aparência… Ainda que tudo isso, infelizmente ou felizmente, não se concretize.

*meio pessimista não!?

O sucesso, como tudo na vida, não vem de repente, ele vem de ações decorrentes do dia-a-dia, sejam elas profissionais ou pessoais.

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4 comentários sobre “Sucesso na vida

  1. Então Diego…há tempos não via um blog no melhor estilo blog mesmo sabe…com divagações sobre a vida, o universo e tudo mais…bacana cara, continue escrevendo que acho bacana ler isso….todo dia nasce um blog técnico diferente…mas blog de pessoas normais (que conhecemos) escrevendo sobre…sobre..sobre o que der vontade, não é todo dia… Parabéns…

    1. olá rafael, valeu por ter lido…

      realmente são raros os blogueiros que não se dedicam a um tema específico: piadas, fotos, futebol etc.

      o blog, pra mim, deve ser aberto e livre de qualquer linha temática..

      o negócio é produzir de forma natural, não forçada..

      abração..!

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