Apesar de termos nossa dose de vaidade, devemos ficar atentos para não nos viciar por este prazer agradável ao ego

Apesar da palavra “vaidade” ser empregada no dia-a-dia para definir apego a futilidades ou preocupação excessiva com a aparência física, sua abrangência não pára por aí. Na verdade, a vaidade é o prazer exibicionista que se sente quando se é admirado. Mesmo sem consciência, queremos ser reconhecidos de forma positiva de alguma maneira – aparência física, inteligência, talento, atitude, poder aquisitivo, status ou sucesso, entre tantos aspectos.

Outro dia, lendo um livro sobre o assunto, havia um questionamento: por que as pessoas não gostam de ir a um restaurante vazio quando saem? Não importa se a comida é ótima, o ambiente agradável, o local parece chato. Outro exemplo são as mulheres “vestidas para matar” ou homens com “síndrome de pavão” que tendem a ficar extremamente frustrados, caso não atraiam olhares para si.

A vaidade está ligada à auto-estima e, principalmente, à opinião de terceiros. É por causa disto que muitos deixam de lado sua verdadeira identidade, temendo não serem aceitos. Preocupados com “o que os outros vão pensar”, assumem uma personalidade dissimulada e transmitem aquilo que julgam ideal e adequado, mesmo que não corresponda à realidade.

Inúmeras pessoas se disfarçam de personagens que sejam convenientes para suas conquistas. Presos ao poder da imagem, há também indivíduos cujo prazer não provém somente de riquezas materiais, mas principalmente da admiração e até da inveja que provocam aos olhos dos outros.

A propósito, é curioso observar que pessoas que gostam de contar vantagem se sentem lisonjeadas e superiores quando conseguem despertar justamente inveja alheia por possuir algo que o outro gostaria de ter. É também em nome da vaidade que um sujeito – bem sucedido no passado e fracassado no presente – deseja tanto manter a pose, o status e o alto padrão de vida (mesmo que tudo não seja condizente à realidade). Para este, o importante é não deixar ninguém vê-lo derrotado e decadente. Assim, vive numa eterna busca por ícones que lhe agreguem riqueza, prestígio, poder, privilégio, etc.

Para quem já experimentou o gosto da fama, o anonimato tem um sabor amargo e pode facilmente conduzir a uma forte depressão, de acordo com especialistas. Basta observar quantos artistas fizeram (e ainda fazem) uso de drogas, álcool ou mesmo suicidaram-se por não suportar o fracasso e o esquecimento.

Enfim, qualquer discussão como esta é superficial devido à amplitude do tema (isso sem falar naquele tipo de vaidade mórbida que leva alguém a fazer dezenas de procedimentos cirúrgicos que deformam o ser humano ou seguir padrões de beleza que levam a pessoa à morte por anorexia).

É preciso ficar atento com atitudes exageradas de vaidade, uma vez que seus processos permeiam todas as relações sociais. Sob controle, porém, ela viabiliza um espírito determinado, perseverante e empreendedor no indivíduo, que objetiva – além de seu próprio aprimoramento – o reconhecimento dos demais.

 

fonte: http://alicenodiva.wordpress.com/2010/12/01/vaidade-alem-do-limite/

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