oi,

 

vc pode achar estranho com toda a razão o termo “patrimônio econômico”.

 

mais o usei para distinguir o dito patrimônio componente das empresas, do patrimônio particular de casa um de nós (pessoa física).

 

talvez muitos achem injusto que a caneta do judiciário pese tanto em indenizações pecuniárias contra uma empresa.

 

é um direito que se tem, é o contrapeso da balança do justo/injusto.

 

mas é claro que a máquina, o óleo, a matéria-prima, a cadeia produtiva, a balança comercial não podem ser maior do que o coração de uma pessoa batendo, um sorriso dela…

 

 

então talvez por isso que defendo que o meio ambiente onde as pessoas trabalham deva ser o melhor possível.

 

este meio ambiente laboral deve ser o mais confortável para a vida e não o mais racional para a produção…

 

deve ser o mais feliz possível, para que não só a família do dono do estabelecimento sinta suas vantagens.

 

sendo este meio ambiente laboral íntegro dever da empresa, por questão de respeito a qualidade da vida humana, deve ser também obrigação do estado de direito em fiscalizar e ajudar a manter.

 

logo, posso dizer que o meio ambiente do trabalho é responsabilidade do estado e da empresa, de uma forma incontestável, de uma forma lógica tal qual os demais “meios ambientes”.

 

a responsabilidade pela higidez de tal meio ambiente é objetiva, independe do agir ou da omissão da empresa/estado.

 

logo, me parece justo que um evento desastroso no ambiente de trabalho seja atribuído aos cofres da empresa e não nos cofres das pessoas que trabalham – que nem cofre têm…

 

qualquer evento! mesmo o grande ou o pequeno são resultado de um desarranjo no local de labor, que o estabelecimento tem o dever de evitar como compromisso com a humanidade.

 

então – o frigorífico marfrig em bataguassu – ms que matou 4 pessoas e feriu quase 30 gravemente deve sofrer condenação pesada.

 

tão quão pesada quanto o boi que vendem.

 

tão quão pesada quanto as maletas de dinheiro do oriente médio por tais bois.

 

cada vida que se foi deve custar caro, pois não se tratava infelizmente da vida de um boi.

 

cada trabalhador que tinha sonhos de um dia ser patrão ou de ganhar o suficiente pra trocar de carro deve valer algo que seja digno e que sustente a sua órfã família.

 

já aqueles que estão com o pulmão estourado devem receber algo que dê pra comprar um pulmão novo no mercado negro…

 

ou seja: bastante.

 

ou melhor: uma quantia que lhe compense a dificuldade em respirar por toda a sua vida e que compense os empregos que não vai mais conseguir.

 

o futebol que não terá fôlego para praticar.

 

todas estas pessoas devem ser indenizadas sem que tenham o cruel transtorno de ter que provar que a empresa tem culpa no choque químico havido.

 

houve uma reação química letal e danosa: será que algum trabalhador pretendia obter uma dessas no dia em que foi trabalhar?

 

“tchau meu amor, vou ali morrer sem ar com meu pulmão corroído pelo ácido” – disse uma das vítimas.

 

enfim: é necessário que existam homens da lei que estabeleçam muito mais do que esta.

 

estabeleçam a justa prevalência do humano sobre a máquina.

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