oi,

 

estou aqui hoje pra jogar contra o “meu” próprio time.

 

rsr

 

como diria meu pai: “eu não tenho time, eu tenho consciência e família”.

 

(tá, meu pai não diria com tantas palavras bunitas assim! rsr =P)

 

o fato é que a comunidade jurídica como um todo não percebe o IMENSO erro que estão fazendo com  as pessoas…

 

não percebem que, ao economizar ao extremo com recursos humanos, gastam muito mais com o péssimo andamento de seus negócios…

 

isso é um fato incontroverso para as ciências de administração de empresas: economizar com mão-de-obra não qualificada é dar um belíssimo tiro no pé!

 

o estagiário de direito é um exemplo clássico, instigante e triste.

 

é o único tipo de estagiário que trabalha de graça e tem que sorrir!

 

exato, senhores, mesmo em empresas privadas a lei do estágio determina que se pague ALGO e, caso não exista este pagamento, a justiça do trabalho LASCA o FUMO neles (vínculo de emprego).

 

acreditem! o próprio sistema da comunidade jurídica, que deveria se atentar para os conhecimentos da ciência da administração e também da mão pesada da justiça do trabalho com ESTÁGIOS ILEGAIS, é o primeiro a fingir que não vê e que não sabe.

 

 

você acha mesmo que qualquer “crescimento profissional” justifica que um ser humano passe necessidades financeiras?

 

você acha correto e plenamente justificável que um ser humano passe 6 meses trabalhando sol após sol, ainda que em um escritório com ar condicionado, sem poder comprar um tênis ou uma marmitex?

 

pois eu não acho não.

 

 

lembra quando falei que jogaria contra o meu time?

 

sim, eu já fui estagiário “voluntário” (termo bunito que dão pra quem é explorado sem salário por meses), já fui estagiário “remunerado” (adjetivo QUE NEM PRECISAVA CONSTAR e que faz do tal cidadão a “elite” dos estagiários… ah vá rsrs) e sou advogado.

 

jogo contra o meu time porque quase 11 em cada dez escritórios de advocacia usam este sistema de “crescimento profissional de grátis”…

 

é preciso honrar a camisa que vestimos!

 

e essa camisa tem que ser a da justiça.

 

não que eu seja um cara rico, mas pagar dignamente alguém pelo seu trabalho faz parte do jogo do capitalismo. caso contrário chamem o MTE e o MP laboral.

 

quando se paga pelo serviço, meu caro, o serviço TENDE a ser bem feito

 

(outra regra capitalista)

 

fica a dica..

 

Não cobre “ânimo”, “entusiasmo” e “qualidade” do seu “estagiário voluntário”.

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6 comentários sobre “pela dignidade da pessoa do estagiário de direito

  1. Diego,
    Bastante pertinente seu post, sou estagiário (estou na “elite dos estagiários kkk) , mas brincadeiras a parte, sei bem a realidade atual dos estagiários de direito…as empresas em geral deveriam saber que não é porque ainda não somos formados, que se pode chegar a qualquer momento querendo que funcionemos como relógio, crescimento profissional não é tudo, também temos nossas necessidades financeiras assim como qualquer outra trabalhador comum.
    Por sorte, ou não (kkk)…meu estágio tem me proporcionado boa aprendizagem, não tenho nada que reclamar, infelizmente não é a realidade da maioria dos colegas que compartilham da mesma categoria.
    Muitos são contratados para realizarem determinadas tarefas, mas, durante o estágio, fazem outras coisas que não estavam previstas e não recebem a mais por isso. Sou a favor de um piso mínimo para os estágios no Brasil e direitos baseados na CLT.

    Estagiário não é quebra-galho 🙂

    1. opa ricardo,

      a lei do estágio estabelece que as atividades contratadas devem ser correspondentes ao curso do estagiário e não ficar grampeando sulfite.

      continua na batalha aí! valeu por perder tempo lendo.. srsrs

      abraço

  2. Não faço Direito e nem tenho domínio na área, mas em questão de estágios de modo geral, quando se fala em estagiar em determinada empresa, vale lembrar que seria bem mais interessante falar de realidade. Quem busca estágios, quer conhecer e interagir um pouco com a realidade, e ganhar uma “graninha” extra. Mas quando a empresa oferece estágio, deveria visar esta realidade, ou seja, impor ao estagiário um serviço único, próprio e dentro de sua área. Já vi muitas empresas oferecerem “estágios titulares” com serviços fora da realidade acadêmica. Se faz Direito, ou qualquer outro curso, que a proposta de estágio seja clara, objetiva, bem remunerada e dentro daquilo que chamamos de REALIDADE. Afinal de contas, estagiário também é um trabalhador, então merece ser visto e reconhecido como tal e não ficar quebrando galho, ganhando micharia e sair de lá sabendo apenas grampear papeis (risos).
    Boa abordagem Diego.

    1. oopa alesandro que honra você aqui rapaz!! realmente sem remuneração e sem aprendizado, não existe estágio… apenas um emprego sem salário haha abraço amigo!

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