o trabalhador não queria processar ninguém…

mas a sua esposa cobrava dinheiro para as compras do mercado…

quando isso acontecia ele resolvia sair zunindo de casa.

mas quando voltava a noite a ladainha era a mesma.

ele gostava muito de sua esposa, mas a questão financeira sempre foi motivo de briga…

ela não reclamava sem razão, já que a filha do casal precisava de material escolar razoável, além dos seus sapatos batidos e algumas roupas pequenas demais.

só que o marido não tinha culpa de confiar no patrão e trabalhar 6 meses de graça e sem receber acerto…

o patrão também foi “pêgo” de surpresa.

por ele diminuiria o salário da galera e tentaria sobreviver aos seus consumidores individados que sumiram…

mas havia uma norma coletiva que o travava, pois aquilo tem força de lei!

é que quando assinou a economia ia até bem!

e teve que depositar muito fgts, muito inss e muito irpj…

achou melhor deixar umas famílias apertadas do que baixar o seu nível de vida e prejudicar seus filhos na faculdade e sua mulher na vida social dela…

parecia até sacanagem, mas como explicar pro povo que empobreceu?

e mais: como chegar pro filho e dizer que, no momento, não poderá ter aquela internet de 150 reais por mês?

ficou difícil segurar, foi até onde deu… no calor do bate boca mandou o pessoal procurar seus direitos!

e pior que eles foram…

e acharam um advogado cansado de tanta gente querendo seus serviços rapidamente e de não ser remunerado adequadamente por isso…

esse advogado propôs a ação de qualquer jeito…

e aí foi!

o empregador recebeu a citação e xingou a todos mentalmente.

mas depois se deu conta do problemão, até porque não poderia participar mais de licitação…

encontrou o advogado mais papudo que podia, porque ele garantiu que não ia pagar nada…

o empregado da justiça do trabalho olhou pra ação e falou baixinho “merda, mais uma papelada pra furar”…

o juiz saiu de férias e todos perderam 40 dias, com exceção do advogado patronal que disse pro cliente que conseguiu remarcar a audiência para enrolar o processo.

o empregado tomou empréstimo a 8.5% no banco, já que não tinha nada na conta.

o advogado do empregado também.

o processo continuou calado no armário, sem gritar pro juiz quando ele voltou que havia angústia ali.

na audiência ninguém falou nada e houve a marcação de mais uma audiência.

parece que a coisa andou mas não andou coisa nenhuma.

na hora da “audiência de provar” ninguém tinha certeza das testemunhas que tinha, nem o juiz rsr…

foi feito um acordo porque o empregado topava o que fosse para se livrar daquela dor de cabeça e de parte do financiamento.

o advogado do empregado pegou o que veio.

o advogado do patrão convenceu ele que foi tudo obra sua que diminuiu o valor.

o juiz achou que tudo tava ok e chamou o próximo processo…

este próximo também não gritou a sua angústia…

assim como os outros 325 processos daqueles dois meses seguintes…

e aquilo ia estafando o juiz…

e alguma coisa precisava ser mudada.

assim o juiz resolveu entrar mais no processo e tentar entender a cabeça das partes.

era algo insano e admirador.

foi onde foi chamado de arbitrário, mas foi elogiado por quem viu seus olhos…

aos 70 anos aposentou-se e passou advogar na ânsia de resolver esta angústia e contagiar novos juízes NOVOS…

e foi!

e aí a angústia começou a ser 10% absorvida, em vez de 0%

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