capa capa original

Olá, boa tardeee!

Abro uma nova categoria de posts aqui no blog, para alegria e euforia geral !! ueeeba! rssr (até parece ¬¬ )…

Agora na categoria “resenha degustativa”, vou postar minhas impressões pessoais sobre livros que já li inteiros e com calma.

Não entraram neste blog, portanto, livros que li por obrigação, correndo, para resolver um problema. Daí o adjetivo “degustativa”.

O primeiro livro, estreando este espaço, é o do Consultor Peter Sander:

“O que Steve Jobs faria?”

1) Primeiras Impressões

Aquisição: Maio de 2012; Finalização da Leitura: Aproximadamente em Agosto de 2013.

O livro é da Editora Universo dos Livros, http://universodoslivros.com.br/, que possui uma aparência bem “limpa” e moderna. A capa branca, assim como todo o livro, e seu tamanho pequeno (165 folhas), deixam-no convidativo. Leve, prático, chamativo em qualquer mesa. Muita gente me perguntou se eu gostava de Jobs, por estar lendo. Hoje o livro está amassado de tanto eu abrir e com as marcas de tantas mãos que o pegaram para dar uma olhadinha. O cheiro de livro novo, muito melhor do que outros por aí, continua. Muito bem apresentável o livro!

2) Resumo de Conteúdo

A obra foi dividida em 9 capítulos. Os 3 primeiros se envolvem mais na história de vida do personagem principal, como se fosse um resumo da sua já conhecida bibliografia. Os demais desenvolvem o modelo de liderança criado por Steve, em 6 passos: cliente, visão, cultura, produto, mensagem e marca pessoal.

No primeiro capítulo existem passagens que merecem citação, principalmente a que parte da indagação de como Jobs bateu Bill Gates que ficou com mais de 80% do mercado de computadores e era 5 vezes mais rico. Bacana que o livro deixa claro que não se trata de uma história da vida de Steve ou da Apple, mas um resumo das regras de lideranças seguidas por Jobs, mas por ele nunca claramente “ensinadas”.

Já com relação ao segundo capítulo, ressalta-se a saída de Jobs e seu retorno à Apple, com a consequente redução do número de produtos, já que o que importa mesmo é a qualidade do produto e não a quantidade deles. Neste mesmo capítulo se faz uma grande “linha do tempo” posterior à volta de Jobs à empresa, com o Ipod e Itunes, Iphone, Ipad e a Apple Store.

O terceiro capítulo inicia a análise de como este CEO conseguiu tal sequencia empolgante de sucessos. Mostra como todos os programas de lideranças focam num processo em si muito chato e inútil, desistindo de focar na própria finalidade da empresa. Narra que Steve foi grosseiro, mas eficiente. “O que Steve Jobs teria feito? Primeiro: teria descoberto algo realmente importante para ser realizado. Segundo: teria comunicado esta visão, fornecido um ambiente sólido para a equipe e se certificado que as pessoas compartilhavam o desejo de realizar aquela tarefa. Terceiro: teria fornecido os recursos e removido os obstáculos que eventualmente estivessem no caminho”. Lembra que, embora tenha dissecado o comportamento deste gênio, não se trata de manual, até porquê gênios não seguem receitas prontas.

Quarto capítulo: “Os clientes não sabem o que querem até que alguém lhes mostre”. A tendência de “ser” o consumidor e de simplificar o produto para que ele queira usar e não apenas “precise usar” é o tema desenvolvido com maestria pelo autor em tópicos como “experiência sensorial”.

No quinto capítulo o Autor traz a visão de Jobs, fazendo jus ao designativo de “visionário”. Ele não inventava nada, provavelmente ele apenas reunia tudo que fosse interessante e tentava simplificar, fornecendo um novo rumo ao jogo e não apenas um produto novo. Todos podem ser um “visionário”, se entenderem a visão como uma percepção clara do futuro e das melhorias necessárias para trazer ele mais rápido para próximo de nós. Uma visão resumida em uma frase ou slogan se torna muitas vezes mais atrativa.

O mais impressionante capítulo, na minha singela opinião, é o sexto. Nele o vemos a cultura da maçãzinha, criada a partir de uma “cultura da inovação”. Não é uma empresa que chega e diz “somos inovadores”, mas uma empresa que naturalmente exala isto. Qual é mais legal, se alistar na marinha ou ser um pirata? Claro que inovar sendo um pirata, não como um oficial. Precisamos ser amigos para vencer como piratas, não como superiores e inferiores. Interessantíssimo o capítulo, com um subitem intitulado “corra riscos”.

Capítulo 7: falaremos sobre o produto, podendo ser utilizado quanto aos serviços também. 3 diferenciais do produto de Jobs são facilmente constatados: plataforma (não produto), simplicidade elegante e o fato cool. Esta plataforma tem que ser simples, o que, convenhamos, será muuuuito mais difícil. “Se você quer que eu faça uma apresentação de duas horas, estou pronto hoje. Se você quer uma apresentação de apenas cinco minutos, levarei duas semanas para prepara-la”.

No capítulo nº 8 verificamos a mensagem que Jobs passava como poucos ou quase nenhum executivo. “E ele sabia vender, Cara, como ele sabia vender”. Steve descrevia o estágio atual da humanidade, as dificuldades que todos nós encontramos com nosso produto, e dizia em seguida onde a Apple queria chegar e porque nós consumidores teríamos que consumir aquilo. Fácil não é? Seguia-se um show sobre o produto, mostrando que Jobs era íntimo dele e que o bem em questão era simplesmente FODA. Discurso corporativo? É, não funciona com o povo.

Ufa, o último capítulo (nono), enfim chegamos. Constate-se: Steve Jobs “se” tornou a marca de sua empresa, passou a ser o único Steve que se conhece. O autor aconselha que passemos mais horas do dia pensando em como difundir a nossa marca pessoal. Depois que existe uma marca pessoal grudada em você, podem te criticar, te difamar, concordarem contigo, mas nunca poderão simplesmente te ignorar. A marca atrai mais pessoas, pela confiança nela intrínseca, pela qualidade que ela denuncia.

3) Conclusões Positivas e Negativas sobre a Obra

Negativamente posso apontar o fato de as subdivisões internas da obra acabarem confundindo o leitor, principalmente aquele que não lê o livro todo em 1 dia. Tive que diversas vezes retornar ao índice geral para me localizar. Tirando isto, não há o que reclamar quanto ao que o livro se propõe e o que realmente entrega ao leitor.

Positivamente: está para ser lançado um filme com a história de Jobs. Não basta conhecer a história (bibliografia). Talvez a história em si não passe muita coisa importante. Mas o livro que tenho em mãos reparte e estrutura a postura de Jobs. Peter soube em poucas páginas explicar o complexo pensamento do CEO em questão, do falecido homem e do perene mito. Recomendo que degustem. Não convém ler com pressa, não convém ler como alguém que quer “ganhar dinheiro igual ele”. Convém ler para entender o seu modo de ser líder. Algo que pouca gente ensina e muito menos aprende.

Eu empresto!

Anúncios

2 comentários sobre “Resenha Degustativa: “O que Steve Jobs faria?”

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s