e 2015 já se foi

 

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eu sou zé aldo, connor é a vida

 

no final de outubro de 2014 corrigi 40 provas do quarto ano.

 

atendi também nesse mês uma cliente com síndrome do pânico.

 

em 13 de janeiro de 2015 acordei às 10 da manhã com um puta torcicolo.

 

no último dia de fevereiro fui numa fodendo formatura de direito no coliseu.

 

em 17 de março, pouco antes de falecer, meu avô veio me ver no escritório e falou com o dr. lot.

 

no feriado em naviraí de 13 de maio, para estranho geral da nação, não fui no show do luxúria.

 

em 19 de maio quitado o financiamento do meu carro, logo após dormi no volante e o bati.

 

em julho descobri que o sentimento de posse vem antes do amor rsr.

 

agosto fui no interuems com o valter e a bianca, a lhaienny chegando depois, onde formamos os “amigos da estrada” com os amigos de medicina uems (tem foto rsr).

 

em novembro, seguindo o mesmo clima, fomos nos jogos jurídicos do centro-oeste onde morri.

 

feliz ano novo!

 

 

 

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fevereiro de 2014 – ponto final.

ponto final.

a vida é um suspiro, quão espirro de passageira,

o dia começou com uma notícia…

será do jeito que era quando nos conhecemos?” [the way it was]

um anúncio de começo de dia.

 

e o ser vivente, sem aviso, não se despede..

ficam os não-abraçados, inocentes

não há abraço igual o tal!!

beije-me forte antes de ir” [lana del rey], diria a mãe.

 

do outro lado não aposte haver alegria

são várias famílias, famílias,

e daqui de fora, da janela da incredulidade:

o que aconteceu? com ambos? com todos..

 

é tão estranho, os bons morrem #antes” (love in the afternoon + dr. daniel porto).

 

 

 

 

das 458 coisas importantes do dia, todas com seu espaço, nada mais me faz pensar profundamente do que no reflexo familiar daquela notícia de início de dia, principalmente para aquele senhor, aquele pai de família batalhador… =(

 

 

tenho certo fascínio por psicologia e também gosto de nelson rodrigues, então aí vai…

lituraterre

“Lendo os grandes escritores da literatura universal, não raro nos deparamos com personagens de quem se diz que são psicólogos. Os próprios autores o dizem, os próprios criadores desses personagens. Não que tenham sido formados na ciência psicológica, não que tenham feito qualquer espécie de graduação em psicologia. Dizer que são psicólogos é o mesmo que dizer que são figuras dotadas de sensibilidade especial para tudo o que é humano, leitores de entrelinhas, investigadores da alma – assim como esses próprios autores muitas vezes foram!

Essas reflexões vêm a própósito do seguinte: estou relendo “A vida como ela é…”, do nosso conterrâneo Nelson Rodrigues. O que vou dizer pode parecer banal, mas não é: as crônicas de “A vida como ela é…” são, realmente, histórias da vida como ela é. Não da vida como gostaríamos que fosse, senão justamente o oposto. E então pensei: tá aí, Nelson Rodrigues, um grande…

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minha mãe sempre me disse: “mantenha-se sempre correto”

 

 

olá,

 

a minha mãe nunca foi muito bem tratada por mim.

 

sempre a achei brava demais, sempre a achei exagerada em suas opiniões extremamente fechadas e secas.

 

mais os dias passam e em cada fato da vida vejo a importância daquilo que ela vivia repetindo.

 

vejo que o gênio forte português de minha mãe era o ideal para o jeito conciliador italiano de meu pai.

 

noto que a sua cultura e sua visão de futuro moldaram toda a família e se complementaram com o instinto brincalhão e pacificador de meu pai.

 

 

ela sempre me disse:

 

“ande correto, porque mesmo assim ainda falarão mal de vc”.

 

pura verdade…

frigorífico marfrig de bataguassu – ms: quando a vida humana valer mais do que o patrimônio econômico

oi,

 

vc pode achar estranho com toda a razão o termo “patrimônio econômico”.

 

mais o usei para distinguir o dito patrimônio componente das empresas, do patrimônio particular de casa um de nós (pessoa física).

 

talvez muitos achem injusto que a caneta do judiciário pese tanto em indenizações pecuniárias contra uma empresa.

 

é um direito que se tem, é o contrapeso da balança do justo/injusto.

 

mas é claro que a máquina, o óleo, a matéria-prima, a cadeia produtiva, a balança comercial não podem ser maior do que o coração de uma pessoa batendo, um sorriso dela…

 

 

então talvez por isso que defendo que o meio ambiente onde as pessoas trabalham deva ser o melhor possível.

 

este meio ambiente laboral deve ser o mais confortável para a vida e não o mais racional para a produção…

 

deve ser o mais feliz possível, para que não só a família do dono do estabelecimento sinta suas vantagens.

 

sendo este meio ambiente laboral íntegro dever da empresa, por questão de respeito a qualidade da vida humana, deve ser também obrigação do estado de direito em fiscalizar e ajudar a manter.

 

logo, posso dizer que o meio ambiente do trabalho é responsabilidade do estado e da empresa, de uma forma incontestável, de uma forma lógica tal qual os demais “meios ambientes”.

 

a responsabilidade pela higidez de tal meio ambiente é objetiva, independe do agir ou da omissão da empresa/estado.

 

logo, me parece justo que um evento desastroso no ambiente de trabalho seja atribuído aos cofres da empresa e não nos cofres das pessoas que trabalham – que nem cofre têm…

 

qualquer evento! mesmo o grande ou o pequeno são resultado de um desarranjo no local de labor, que o estabelecimento tem o dever de evitar como compromisso com a humanidade.

 

então – o frigorífico marfrig em bataguassu – ms que matou 4 pessoas e feriu quase 30 gravemente deve sofrer condenação pesada.

 

tão quão pesada quanto o boi que vendem.

 

tão quão pesada quanto as maletas de dinheiro do oriente médio por tais bois.

 

cada vida que se foi deve custar caro, pois não se tratava infelizmente da vida de um boi.

 

cada trabalhador que tinha sonhos de um dia ser patrão ou de ganhar o suficiente pra trocar de carro deve valer algo que seja digno e que sustente a sua órfã família.

 

já aqueles que estão com o pulmão estourado devem receber algo que dê pra comprar um pulmão novo no mercado negro…

 

ou seja: bastante.

 

ou melhor: uma quantia que lhe compense a dificuldade em respirar por toda a sua vida e que compense os empregos que não vai mais conseguir.

 

o futebol que não terá fôlego para praticar.

 

todas estas pessoas devem ser indenizadas sem que tenham o cruel transtorno de ter que provar que a empresa tem culpa no choque químico havido.

 

houve uma reação química letal e danosa: será que algum trabalhador pretendia obter uma dessas no dia em que foi trabalhar?

 

“tchau meu amor, vou ali morrer sem ar com meu pulmão corroído pelo ácido” – disse uma das vítimas.

 

enfim: é necessário que existam homens da lei que estabeleçam muito mais do que esta.

 

estabeleçam a justa prevalência do humano sobre a máquina.

a vida como ela é (um post nada profético)

 

 

 

oi

 

hoje parei pra escrever, alguma coisa assim sobre vc, e de repente me deixei levar, pela emoção de poder lhe falar….. (rick e rener, filha)..

 

hoje parei pra escrever sobre alguns fatos da vida, escrever sobre esta última.

 

talvez eu seja muito a toa, resolvendo escrever pras paredes aqui. mas eu acredito que até os maiores talentos humanos foram expressados por acaso, sem noção do que se continha…

 

hoje foi dia dos pais e eu passei longe. passei por que quis, provável que me arrependa depois.

 

gosto muito da minha família, gosto muito da larissa.

 

mas, mesmo aqueles que nos amam, eles nos cobrarão. é do instinto humano querer, ao menos, gratidão.

 

gratidão???

 

é, meu caro..

 

as relações humanas, mesmo aquelas mais carinhosa e com ternura, são fundadas no sentimento de “amar e ser recompensado com outro amor, pelo menos”…

 

pois eu proponho um sentimento de jesus cristo: a compaixão.

 

ter compaixão do outro é sentir sua dor, como se estivesse doendo em nós.

 

não é solucionar a dor, mas ser mais um na mesma situação…

 

mencionei no post, logo ali acima, as pessoas que gosto, que amo. apenas fiz isto pra ilustrar.

 

coloque no nome delas, suposto leitor, as pessoas que VC AMA, se é que existam…

um ser único – o humano e o desumano reunidos

oe,

 

realmente danoninho é o melhor iogurte (ou “iorguti”) do mundo, mas pra quê um potinho tãão pequeno?

 

 

como é possível alguém ter inventado algo tão gostoso e, ao mesmo tempo, ser comum o nosso individualismo em consumi-lo?

 

ainda vou comprar uma cadernetinha pra ir anotando no dia quantas vezes eu fiz algo mal, como ser egoísta, ser prepotente, ser frio, ser mesquinho, ser falso, ser hipócrita, além das vezes em que penso mal – penso coisas indencentes, coisas proibidas, coisas desaconselháveis, coisas ilárias, coisas vexatórias…

 

aja papel! rs… pensando bem, melhor comprar logo um iPad.

 

falando nele: que tecnologia hein! meu vô com seu motorola de anteninha, que tinha que subir em algo para pegar, nem imaginaria hein!?

 

e o mesmo ser humano cabeçudo que tem idéias geniais, é capaz de chegar em casa e xingar a empregada por não ter feito o feijão do jeito que ele gosta. ou, talvez, censurar seu filho – cheio de espinhas – de 17 anos por não ter ele passado no vestibular de medicina de uma universidade pública! e olha que ele pode gostar de sociologia.. rs

 

podemos ser melhores se calarmos mais a boca e se deixarmos quieto nosso ego inflado.

querido diário…

oi,

hoje é dia 08 de Fevereiro: foi um dia que definitivamente incorporei o neymar e disse “eu sou phóda“.


não no futebol, muito menos no sentido “mala” de ser. foi só um estado de espírito – algo que insistia para que eu mesmo mudasse meu destino…


está tudo ferrado, tem um monte de erros na minha vida… na sua também, vá! mas, nem por isso eu deva cair no desânimo e começar a aceitar “as coisa” como elas são.


eu sempre fui meio difícil para pedir ajuda, agora então… *brincadera. na verdade, eu aceito as dificuldades do mundo e posso pedir ajuda sim, pq não?


e, no fim, eu queria postar essa letra dessa música que me tocou bastante. ouve ela aqui e acompanhe a letra:


“as mãos do papai” – tonico e tinoco

As mãos calejadas,
Puxando a enxada,
Nas duras jornadas
Da vida que vai,
Seu punho de aço
Não sente cansaço
São firmes, são fortes,
As mãos do papai!

Um lar inteirinho,
Que é o nosso ranchinho,
Sustenta sozinho,
De tudo ele traz.
Seu pulso de pedra
Enverga e não quebra
São firmes, são fortes,
As mãos do papai!

É mão tão amiga,
Me poupa a fadiga,
Às vezes me castiga,
Se volto pra trás.
Me ajudam, me amparam,
Em busca da sorte
São firmes, são fortes,
As mãos do papai!

É mão com carinho,
Mostrando o caminho,
Tirando os espinhos
Que a vida nos traz.
O tempo passando
A idade chegando
Não eram mais fortes,
As mãos do papai!

O tempo caminha,
As forças definham:
Ficaram fraquinhas
As mãos do papai.
Eu sigo a jornada,
No fim do transporte
Com minhas mãos fortes,
Carrego meu pai!

 

isso ilustra a vida pra vc?

 

isso me lembrou meu pai na roça até hoje. lembrou minha mãe no fogão a lenha até hoje. amo eles todos.