rachando a cuca

oi

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no dia 1º de novembro eu levei uma joelhada na lateral direita da cabeça e apaguei, vindo a cortar a cabeça na quadra (4 pontos).

agora só tenho mais 5 vidas.

e pensar que fiquei esperando longas semanas por esses jogos.

talvez seja uma lição pra ser aprendida, gravada na pedra com sangue…

além desse fato, cujas consequências foram inafastáveis e os meus comentários a respeito devem cessar, aconteceram algumas outras coisas.

fui em um refresh da dale carnegie em dourados, um no dia 17 de outubro e outro no sábado passado. aprendi muito, vi na minha frente coisas que sequer podia imaginar.

mas, seguindo o pensamento abaixo, o que vi foram coisas que “já sabia”.

“não se pode ensinar alguma coisa a um homem; apenas ajudá-lo a encontrá-la dentro de si mesmo” galileu.

to realmente crente disso aí. até na aula de sábado de manhã ou segunda, ou terça agora… não ensinei. na verdade alguém pode até dizer “como EU não vi isso antes?”

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e, em sendo assim, morro com o seguinte questionamento:

o que aprender (qual lição extrair) com o acontecido? se ninguém me ensinará absolutamente nada, devendo eu mesmo encontrar a resposta dentro de mim, estou fodido (até porque bati a cabeça rsr).

passar bem.

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direito de livre expressão do pensamento e jogadores de futebol

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Hoje o Treinador do Flamengo, Luxemburgo, foi questionado sobre o que achava da discussão em torno do valor dos ingressos para os jogos do Campeonato Carioca. Em resposta, o Treinador disse que não poderia falar a respeito, pois ao falar do Maracanã, do Consórcio que o administra, do preço dos ingressos etc., naturalmente falaria sobre a Federação do Rio e a Competição.

Vejamos o que disse: “- Venho de uma época de ditadura, de lutar. Fiz faculdade e fazia parte do diretório acadêmico. Estamos em 2015 e não podemos falar? É uma coisa complicada por não poder opinar. O processo do futebol é o mais ditatorial do mundo atualmente. É um absurdo isso acontecer”. “- São interesses diversos, mas o interesse do futebol tem que estar acima de qualquer situação. É uma discussão que se eu falar e acontecer outra coisa, o que eu falei não serve para nada. É uma coisa complicada para mais de metro. Você pode falar o que quiser do governo da Dilma, que é incompetente, e não pode falar sobre coisas pertinentes. Como não se pode falar do Estadual com respeito? Acho que essas coisas vão mudar. Não tem como discutir uma coisa sem envolver todo mundo. O que posso falar é que estamos indo a Macaé e existe até na Libertadores a obrigação de reconhecer o gramado. Queremos treinar em Macaé e fomos proibidos. É coirmão. Parece que a cidade está contra o Flamengo. Não há lugar para treinar”.

Tais informações foram publicadas pelo respeitado portal de notícias sobre esporte, globoesporte.com, sendo que eu tomei a liberdade de reproduzi-las, literalmente, nesse espaço.

Eis o teor do artigo 133 do Regulamento da FERJ, que amedronta Luxemburgo: “A veiculação, em qualquer meio de comunicação, decorrente, direta ou indiretamente, de ato e/ou declaração, considerados contrários, depreciativos ou ofensivos aos interesses do campeonato, praticada por subordinados à presidência de qualquer associação disputante, será considerada como ato lesivo à competição e sujeitará o clube a que pertencer o agente, após decisão do Conselho Arbitral, a multa administrativa de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais), dobrada a cada ato lesivo gerado por qualquer outro membro da mesma associação”.

A Constituição Federal diz, por sua vez: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato” e “é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem”

Da mera leitura do dispositivo regulamentar, é possível ver cristalinamente sua incompatibilidade com a Constituição, pois tecer comentários contrários, depreciativos ou ofensivos aos interesses do campeonato é espécie do gênero “manifestação do pensamento”, sendo que a vedação ao anonimato servirá para a punição, judicial, de eventuais abusos.

Órgãos de Defesa dos Direitos Humanos, entre eles a própria OAB, devem notificar a Federação para que imediatamente compatibilize o dispositivo à Constituição e, acaso se mantenha recalcitrante, ingressarem com pedido em Juízo.

Observação: ressalto que não sou  nem o único, muito menos o primeiro, a publicar a “lei da mordaça” do Campeonato Carioca e que existem bons textos disponíveis na Internet, suscitando a necessidade imperiosa de se conferir eficácia horizontal aos direitos fundamentais.