resenha degustativa: a outra história do brasil de jovane nunes (cia de humor melhores do mundo)

oi.

depois de milênios, terminei de ler um dos melhores livros que eu tenho.

jovane

a última “resenha” que eu escrevi aqui no blog foi em setembro de 2013.

pqp heinn

na ocasião expliquei:

Agora na categoria “resenha degustativa”, vou postar minhas impressões pessoais sobre livros que já li inteiros e com calma.

Não entraram neste blog, portanto, livros que li por obrigação, correndo, para resolver um problema. Daí o adjetivo “degustativa”.

1) primeiras impressões

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o livro do humorista jovanes nunes é da editora planeta, pequeno e tem páginas impressas em folhas amareladas, do jeito que eu sinceramente gosto.

“a versão desavergonhada e sem cortes que explica tudo” é o que o livro promete: uma brincadeira utilizando todos os personagens da história do brasil, começando em portugal e indo até itamar franco.

o cheiro do livro ainda permanece, mesmo sua compra (trinta reais) ter sido realizada em 2012, ele é um amoour de livro!

2) resumo de conteúdo

o legal do livro, pra quem já conhece o jovane, é ler como se fosse uma peça dele, na voz dele, e rachar de rir!

as sacadas geniais do humoristas são várias, como por exemplo “a carta de caninha” que mostra a cachaça que verdadeiramente havia na frota de cabral.

“ao acordar, percebi-me melado por trás por uma substância que, torço, seja clara de ovos numa brincadeira de avacalhados marinheiros” (pág. 13).

depois da descoberta das “terras à vista” (especulação imobiliária) e do contato com os índios, jovane narra a fuga da família real de portugal. eis que o rei, astuto e zeloso com o próprio rabo, tratou de tirá-lo imediatamente da reta.

o autor narra que, na “incontinência” mineira, “as autoridades portuguesas, a princípio, tiveram a ideia de enforcá-lo pelos pés. foram várias as tentativas, mas o homem não morria”. (pág. 55).

já a lei do ventre livre foi boa pra todo mundo, menos para o ventre. “como, a partir dali, ele era livre, ninguém mais pagava mais as suas contas, e ele teve que se virar sozinho”. HAHAHAHA

legal também o drama da guerra de canudos, um diálogo enlouquecedor na seguinte cena teatral: “de um lado do palco está antonio conselheiro, entricheirado; do outro, os soldados republicanos”.

depois de muitos conselhos (ditados populares), resolvem atacar “cada um pega um porta-canudos desses de bar e jogam canudos uns nos outros. antônio conselheiro é mortalmente ferido no pescoço…”. (pág. 100).

o mais legal é que existem ilustrações feitas pelo jajá (welder rodrigues), que deixam as anedotas ainda mais hilárias.

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28/04/2003. Crédito: Gilberto Alves/CB/D.A Press. Brasil. Brasília – DF. Welder Rodrigues faz filipetas.

sobre getúlio e o estado novo, havia segredos nunca antes na história desse país contados, como, por exemplo: “a ideia de getúlio para se perpetuar no poder era terminar o mandato e ficar quieto para ver se alguém notava“.

pouca gente sabe e, graças a deus o testemunho de jovane esclarece, que construir brasília no meio do mato foi ideia de d. joão vi quando feio fugido de portugal, após parar na bahia. “com medo de um ataque de napoleão bonaparte e de ser atropelado por um trio elétrico, d. joão foi para o rio de janeiro. […] havia, ainda, o medo de ser atacado por um travesti na rua do ouvidor, d. joão pensou em se mudar para taguatinga, cidade-satélite de brasília…”. (pág. 135).

passou pela ditadura, ditatura – bigodes, coturnos, fardas e torturas  – tudo era combustível de fantasias impronunciáveis.

com relação à conturbada presidência de collor de mello, explica o notável historiador que não basta se inscrever e pronto, o sujeito é presidente. “tem que vencer a corrida eleitoral, uma maratona sui generis, pois mais de uma vez o candidato fora de forma venceu”.

importante também, e para finalizar (senão fica longo demais e chato) é que o livro não poderia deixar de falar de sílvio santos, o candidato mais icônico à presidência do país.

“você quer trocar a sua vaga de candidato por um tênis montreal? correa ficou pensativo; a platéia tentou ajudá-lo. correia gritou: sim! silvio trocou a aga de correa por um parte de tênis montreal e uma telesena; dessa maneira, tornou-se candidato” (pág. 176).

enfim! muito bom!

3) conclusões positivas e negativas sobre a obra

negativamente posso destacar que, na área central do livro, jovane acaba socando um sem-número de personagens, nomes e dados, que deixa o trecho monótono.

mas claro que os aspectos positivos do livro são muito superiores e argumentam para que você leia saporra.

ao brincar com a história, não tem jeito! o autor acaba forçando a nossa mente a separar o que é brincadeira e o que é mesmo dado correto, repassando todo o período na mente. é, para aqueles que tiveram história do brasil, uma delícia a crítica às mazelas do jeitinho brasileiro de viver.

o humor vem em doses, nada exagerado.

a cia de comédia os melhores do mundo tem um ótimo roteirista.

recomendo, claro!

e 2015 já se foi

 

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eu sou zé aldo, connor é a vida

 

no final de outubro de 2014 corrigi 40 provas do quarto ano.

 

atendi também nesse mês uma cliente com síndrome do pânico.

 

em 13 de janeiro de 2015 acordei às 10 da manhã com um puta torcicolo.

 

no último dia de fevereiro fui numa fodendo formatura de direito no coliseu.

 

em 17 de março, pouco antes de falecer, meu avô veio me ver no escritório e falou com o dr. lot.

 

no feriado em naviraí de 13 de maio, para estranho geral da nação, não fui no show do luxúria.

 

em 19 de maio quitado o financiamento do meu carro, logo após dormi no volante e o bati.

 

em julho descobri que o sentimento de posse vem antes do amor rsr.

 

agosto fui no interuems com o valter e a bianca, a lhaienny chegando depois, onde formamos os “amigos da estrada” com os amigos de medicina uems (tem foto rsr).

 

em novembro, seguindo o mesmo clima, fomos nos jogos jurídicos do centro-oeste onde morri.

 

feliz ano novo!

 

 

 

o dia do tchau

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sad keanu

 

[ontem]

 

hoje, dia 19 de novembro de 2015, é um dia sui generis.

 

as 2 últimas aulas no primeiro ano serão as últimas a serem ministradas em 2015.

 

isso mesmo, no final de novembro só me restarão provas, optativas, exames…

 

isso não é “aula”, isso é “cobrança”.

 

hoje se encerrará um caminho trilhado desde 2011, mal ou bem.

 

(um adeus ou até logo…)

 

 

rachando a cuca

oi

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no dia 1º de novembro eu levei uma joelhada na lateral direita da cabeça e apaguei, vindo a cortar a cabeça na quadra (4 pontos).

agora só tenho mais 5 vidas.

e pensar que fiquei esperando longas semanas por esses jogos.

talvez seja uma lição pra ser aprendida, gravada na pedra com sangue…

além desse fato, cujas consequências foram inafastáveis e os meus comentários a respeito devem cessar, aconteceram algumas outras coisas.

fui em um refresh da dale carnegie em dourados, um no dia 17 de outubro e outro no sábado passado. aprendi muito, vi na minha frente coisas que sequer podia imaginar.

mas, seguindo o pensamento abaixo, o que vi foram coisas que “já sabia”.

“não se pode ensinar alguma coisa a um homem; apenas ajudá-lo a encontrá-la dentro de si mesmo” galileu.

to realmente crente disso aí. até na aula de sábado de manhã ou segunda, ou terça agora… não ensinei. na verdade alguém pode até dizer “como EU não vi isso antes?”

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e, em sendo assim, morro com o seguinte questionamento:

o que aprender (qual lição extrair) com o acontecido? se ninguém me ensinará absolutamente nada, devendo eu mesmo encontrar a resposta dentro de mim, estou fodido (até porque bati a cabeça rsr).

passar bem.

a verdade sobre o dia primeiro de abril

essa crônica faz parte do meu livro, que a mim pertence, pois comprei.

“as mentiras que os homens contam”, do veríssimo, é um apanhado das historinhas desse autor nos jornas portalegrenses. 

nós homens não mentimos, ele prova isso.

livro verde à direita, ao fundo.
livro verde à direita, ao fundo.

bora la? vamo:

a verdade sobre o dia primeiro de abril

o ano nem sempre foi como nós o conhecemos agora. por exemplo: no antigo calendário romano, abril era o segundo mês do ano. e na frança, até meados do século xvi, abril era o primeiro mês. como havia o hábito de dar presentes no começo de cada ano, o primeiro dia de abril era, para os franceses da época, o que o natal é para nós hoje, um dia de alegrias, salvo para quem ganhava meias ou uma água-de-colônia barata. com a introdução do calendário gregoriano, em 1564, primeiro de janeiro passou a ser o primeiro dia do ano e, portanto, o dia dos presentes. e primeiro de abril passou a ser um falso natal – o dia de não se ganhar mais nada. por extensão, o dia de ser iludido. por extensão, o dia da Mentira.

VOCÊ ACREDITOU NESSA?

há outra. no hemisfério norte, onde tudo é o contrário do hemisfério sul – inclusive, em muitos países, corrupto vai para a cadeia, imagine! -, a primavera está no auge em abril. “abril” viria, mesmo, do latim aprills, que viria de aperire, ou abrir, pois a primavera é a estação em que os botões se abrem, tanto das flores quanto das roupas, e o pólen está no ar, e as abelhas voam, os camponeses correm atrás das camponesas e, como se não bastasse toda esta confusão, os alérgicos espirram e os pássaros cantam. um dos primeiros pássaros a cantar a chegada da primavera é o cuco, cuja característica é imitar a voz de outros pássaros, tanto que os assim chamados relógios-cucos não deviam ter este nome, já que o que o passarinho canta quando sai da janelinha nunca é o seu próprio canto, é plágio. o primeiro dia de abril, na europa, era, portanto, o dia do cuco, que saía do seu ninho para espalhar a discórdia, já que ora imitava um pássaro, ora imitava outro. e a todas estas horas as camponesas voavam, as abelhas perseguiam os camponeses pelos campos e os alérgicos floriam e as flores espirravam e os padres mandavam parar essa pouca-vergonha, já! e matem aquele cuco. primeiro de abril era o dia do cuco. o cuco é um pássaro mentiroso. aliás, até hoje, ninguém, fora alguns parentes mais chegados, sabe como é o canto real de um cuco, já que ele sempre canta como outro. logo, primeiro de abril ficou como o dia dos mentirosos.

ESSA CONVENCEU?

aqui vai outra. na verdade tudo vem da índia, onde desde tempos imemoráveis existe o festival de huli, uma festa que dura um mês e em que tudo é ao contrário, tanto que ela começa no dia 30 de abril e termina no dia primeiro, quando as pessoas entram nas suas casas, de costas e começam a se preparar para a festa que já houve. o último dia do festival de huli é reservado para o “vahila”, que em sânscrito quer dizer “tirar um sarro”, que é quando as pessoas recebem incumbências absurdas, como – isto já na época do domínio britânico – levantar a saia da estátua da rainha Vitória para ver se a calcinha também era de bronze.

foram, aliás, os ingleses que levaram a tradição do huli para a europa, junto com o curry e a malária.

uma destas é a verdadeira origem do primeiro de abril. mas, claro, isto também pode ser mentira…

oi,

hoje é dia 22 de junho de 2015, uma noite “fresca” de segunda.

não escrevo para que alguém leia (a menos que for uma carta).

escrevo porque já faço isso num caderno. também porque falar demanda um bom ouvinte, qualidade que eu tento desenvolver.

como ser humano (que sou ! (?)), egoísta, gostaria mesmo que alguém lesse isso.

lógico.

o que o egoísta quer?

que se importem com ele.

que o entendam.

que, verdadeira e sinceramente, compartilhem do seu pensar.

“Ouvindo, pois, três amigos de Jó todo este mal que tinha vindo sobre ele, vieram cada um do seu lugar: Elifaz o temanita, e Bildade o suíta, e Zofar o naamatita; e combinaram condoer-se dele, para o consolarem.

E, levantando de longe os seus olhos, não o conheceram; e levantaram a sua voz e choraram, e rasgaram cada um o seu manto, e sobre as suas cabeças lançaram pó ao ar.

E assentaram-se com ele na terra, sete dias e sete noites; e nenhum lhe dizia palavra alguma, porque viam que a dor era muito grande”.

(Jó 2:11-13)

enfim.

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[hoje já é sexta, 26]

tivemos a honra de uma palestra/movimento pela ética.

frisar que o problema do errado, do antiético não é só do estado e de suas autoridades.

[——–>>>>> haaaja redação]

– mas, para não perder o foco outra vez, voltemos:

o porquê resolvi escrever sobre qualidade de vida? por que realmente, ter qualidade de vida seja viver.

pensa comigo,

ter qualidade de vida, em primeiro lugar, é ter acesso aos bens culturais, o que demanda dinheiro.

portanto, ter qualidade de vida é possuir algo que ao menos nos dê o básico.

hipocrisia dizer que não.

precisamos sim de dinheiro, para trocas.

mas precisamos também de tempo, para fazer coisas.

logo, na equação da vida temos: tempo + dinheiro.

esse post não sobre como ganhar dinheiro, é sobre o outro fator.

[hoje, 07 de julho]

até porque, se fosse sobre “como ganhar dinheiro” eu seria um bilionário…

isso não confere, né produção? (à toda evidência HAUAHUEHE).

quando nós nos dedicamos a pintar um quadro, o mundo todo não mais nos importa.

somente aquela moldura.

somente aquele traço e aquelas tintas.

 agora, se assumo a responsabilidade de entregar outro quadro, se pego outro quadro para pintar…

certamente que não ficará tão bom o primeiro, ou, caso contrário, terei que correr contra o tempo para poder caprichar.

o capricho, que antes era algo intrínseco ao próprio ato de pintar, passa a sair às minhas custas.

minha “potência de agir” seria toda colocada nisso, de maneira descomunal.

………

isso quer dizer que sou contra o cansaço? todo mundo que chega cansado em casa, na verdade, está pelo caminho errado?

não, necessariamente.

……….

 mas entender o seu ritmo e entender o ritmo da vida, isso sim, é S A B E D O R I A

o pior dos males é se tornar velho, antes de se tornar sábio.

o tempo faz o velho, mas não faz o sábio.

não necessariamente…

eu não posso ser, não sou e nunca vou ser – muito menos pretendo – exemplo algum de sabedoria.

mas tamoae na atividade!

fonte: http://www.deviantart.com/art/Reforestation-543746649
fonte: http://www.deviantart.com/art/Reforestation-543746649

afinal, o juiz é inimigo de quem?

oi,

estou aqui hoje a pensaire rsr

(assistindo o pexão contra o maringá pela copa do brasil).

afinal, o juiz é inimigo de quem?

essa pergunta vem em função do excelentíssimo dr. sergio fernando moro, titular da 13ª vara federal de curitiba, paraná, e doutor em direito pela ufpr.

Sérgio-Moro

a revista veja o desenha como um guerreiro espartano que, bravamente, luta contra os donos de empreiteiras e políticos que sugaram bilhões da petrobrás.

para ilustrar brevemente tal entonação jornalística, lá vai: “…a verdadeira queda de braço entre moro e os corruptos está apenas começando”.

no manual de boas maneiras e na doutrina clássica: o juiz deve ser, de todos os atores do palco processual, o mais discreto. 

– não deve sequer almejar o posto de coadjuvante, muito menos de papel principal.

– sabe qual é sua glória? qual? qual?

– passar desapercebido como árvore, que compõe o cenário – como nos teatrinhos da infância…

o grande feito de sua vida, assim como o árbitro de futebol, é nem notarem sua presença, é contar para os netos os tantos anos que conduziu tranquilamente os processos.

isso, claro, nos manuais clássicos.

e hoje? quem o juiz deve odiar?

a função nobre da judicatura, calcada num procedimento claro de desencargo de consciência, consiste em averiguar a base fática e o enquadramento jurídico.

caso algum dos dois fatores não se encaixe, ufa. está ele livre de dar ao postulante a consequência pretendida.

não poderá o postulante apontar-lhe o dedo na cara e dizer: “juiz filho da puta!”.

diria ele, com cara irônica: “ora, caro amigo, não está nos autos o encaixe correto entre o fato provado e a norma (princípiológica ou regra)”.

enfim, não precisamos estudar meses a fio para perceber que a alta função de juiz é segura, do ponto de vista de sua própria consciência.

agora: onde está seu brio, seu ego, seu sangue nas veias? onde está o sonho infantil de fazer justiça e salvar o planeta (superman)? talvez, aí, está a raiz do ódio.

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quem já trabalhou de assessor sabe!

quem já trabalhou como assessor sabe que, de modo geral, o juiz decide antes e pede para o assessor redigir a sentença na direção que, de antemão, definiu.

ai do subordinado se redigir em sentido contrário.

logo, juris ou ideologia? técnica sentencial ou decisionismo? subsunção ou intenção? enfim…

que assunto pé no saco né?

quem sou eu para falar de ética, moral, bons costumes, bem comum rsr..

afinal, o promotor é inimigo de quem? o delegado é inimigo de quem? o advogado apaixona-se pela causa?

CURITIBA, PR, 02.03.2015: EDUCAÇÃO-PR - Juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, responsável pelo caso da Operação Lava Jato, após a aula inaugural para estudantes de direito na ESMAFE/PR (Escola Superior da Magistratura Federal), em Curitiba, na noite desta segunda-feira (2). (Foto: Rodolfo Buhrer / La Imagem / Fotoarena)
CURITIBA, PR, 02.03.2015: EDUCAÇÃO-PR – Juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, responsável pelo caso da Operação Lava Jato, após a aula inaugural para estudantes de direito na ESMAFE/PR (Escola Superior da Magistratura Federal), em Curitiba, na noite desta segunda-feira (2). (Foto: Rodolfo Buhrer / La Imagem / Fotoarena)

sia com o clipe elastic heart (e chandelier)

olá!

como vão esses pequenos gafanhotos nessa linda noite de segunda?

não é nada linda.

bom, resolvi escrever. o certo seria escrever numa folha de papel, reciclado, à caneta.

depois digitar o resultado.

ou senão escrever numa clássica e rara máquina de escrever… não podendo errar.

mas enfim.

a um tempo atrás ouvi “elastic heart” e fiquei impressionado com a batida e o refrão.

voltei hoje, sexta, a escrever aquilo que deixei parado e salvo como rascunho na segunda.

meu deus do céu como demorei!

enfim,

a primeira música do cd da sia “1000 forms of fear” que ouvi foi “elastic heart”, por uma playlist do spotify.

tava tocando aleatoriamente quando de repente ela caiu para que eu ouvisse e eu gostei muito daquele som.

foi quando publiquei uma foto no instagram, realmente eu estava viciado naquela música.

e olha que não tinha visto mais nada a respeito…

depois eu vi o clipe de elastic heart, com o famosão lá de transformers shia e a maddie, a bailarina de um famoso programa de tv.

acusaram esse clipe de apologia ao crime, qual seja, pedofilia, tendo em vista a idade da pequena maddie e o estilo brutamontes de shia (barbudo e só de cueca pa..).

labeouf

cada uma que me aparece..

a questão é que sia, a cantora, escolheu a dedo o ator em questão por gostar muito de seu atuar, bem como porque os dois juntos representariam os 2 lados obscuros da cantora.

pra mim a bailarina era como se fosse a consciência do ator, lhe perturbando todo o tempo.

ora lhe deixa com medo, sem saber do desconhecido. ora lhe deixa bravo querendo brigar. ora lhe deixa feliz.

no final, o ator se sente preso na jaula, não podendo seguir a bailarina.

qual seria o significado da obra como um todo? (música + clipe).

tirem suas próprias conclusões HAUAHUAHE

 DEPOIS de ver o clipe e tals é que vi um post na internet com o seguinte título:

“ELASTIC HEART NUNCA SERÁ COMO CHANDELIER”.

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bom, aí fui ver o clipe de chandelier, mó sucesso no mundo inteiro e o que verdadeiramente projetou sia para as paradas da billboard etc., bem como que interligou de maneira aparentemente eterna a cantora à pequena maddie.

realmente, um belo clipe, com coreografia bem marcada. pode-se ver em outras apresentações em palco que a coreografia tem traços bem peculiares, próprios, e pontos claros que qualquer um que conheça o clipe irá identificar.

porém o que me impressiona é a música em si.

a música é bem superior ao clipe. a cantora, realmente, não precisa mostrar o rosto, bem como ter performance de palco, com uma música dessas…

já viu falar em acertar em cheio? foi chandelier na carreira de sia.

resolvi escrever esse post porque razões então caralhos?????

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porque discordo frontalmente com aquele post dizendo que elastic heart é mera cópia, sequência, uma coisa banal, nunca chegando a desamarrar as sandálias de chandelier.

em verdade em verdade vos digo HAUAHE

tem cada uma das músicas/clipe uma pegada diferente.

pra quem gosta de pop isso é ótemo, pra não cair numa mesmisse e tal.

ouvindo o cd todo (1000 forms of fear), chandelier é a música que abre. portanto, nada mais justo que fosse o single de lançamento e impressionasse tanto o mundo.

elastic heart, se não me engano, é apenas a sétima faixa do disco, totalmente despropositada, sem querer impressionar ninguém.

de tal modo que era apenas uma forma de se expressar de sia, querendo fazer o seu clipe, da forma que lhe aprouvesse, trazendo labeouf no figurino que ela sempre idealizou.

aliás, nos bastidores do clipe se vê a mão sempre presente de sia, junto com o coreógrafo (chupa para quem diz que não há em elastic heart compasso) e o diretor.

bom………..

agora em abril, sia lançou novo clipe, dessa vez de “big girls cry”, também com a boa e velha menininha do cabelinho branco (alias nas premireres as duas aparecem com aquela vassoura branca na cabeça).

não irei tecer comentários acerca desse novo clipe, apenas ressaltar que trata-se de forte parceria entre as duas – logo, qualquer tonto irá dizer que cansou, que é repetição, sequência, etc. e tal.

assim, partindo-se do mesmo princípio, elastic heart não pretendeu sequenciar ou copiar chandelier, até por se passar em outro ambiente e ter a figura de um outro ator etc.

nada mais havendo a ser tratado, encerrou-se a presente que, lida e conferida, vai assinada pelas partes em 3 vias de igual teor AHUAHAUHE

até mais ver 😉

a curiosidade em estudar

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oi

o que move alguém ao livro? que diabos o cidadão vai ler em uma revista, porquê decidiu tão firmemente abri-la?

qual a razão de se martirizar em um curso, treinamento ou manual, se isso vai ser muito mais cansativo e menos divertido do que tomar um tereré com amigos?

a curiosidade!

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a sensação que não te deixa quieto, que é pois inquietante (HAUAHUHE brilhante, né?).

o mundo pode até ser dos espertos, mas os espertos são os curiosos. então o mundo é dos curiosos.

a minha função é sempre me manter curioso, durante toda a vida, tentando evitar o emburrecimento.

fazer os outros curiosos? eu tento, mas cansa.

tem gente que não nasceu pra isso.

tem gente que optou, quando saiu das estranhas da mãe, em ter uma vida sossegada, quieta, nada “inquietante”, sem perguntas…