pseudo-oração

olá espírito santo, boa noite. obrigado por ter estado comigo mais esse dia. sua companhia afável é certamente a melhor que poderia ter. me guias pelos caminhos corretos, da retidão e da pureza. me protege, tal qual anjo da guarda, de cair nas armadilhas de satanás. reconheço mais uma vez, prostrado nos pés do senhor meu deus, o quão fraco sou. sou como um pequeno rato que corre assustado, comendo as migalhas que caem da mesa dos poderosos. “minha sorte está lançada como dados lançados à sua própria sorte”. e agora, quieto no meu quarto escuro, sussurrando minhas angústias, mas imaginando gritar no meio de uma grande avenida – que é pra ver se alguém me escuta. obrigado por ter estado comigo mais esse dia.

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escrever de novo sobre eu mesmo

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esses dias uma pessoa disse ter passado os olhos pelo meu blog.

certamente viu meu curriculum mega desatualizado.

e se atualizado fosse, pouco interessaria.

depois deve ter passeado por “todas as postagens”.

notou que no começo do blog, sei lá, em 2010.. eu escrevia coisas que meu coração mandava, independentemente da vergonha de alguém ler.

e que, agora em 2015 por exemplo, escrevo sobre os outros, querendo me esconder e mostrar cada vez menos do meu mundinho.

tem razão.

alguém pode ter me dito “que careta ter um blog” e eu pretendido ser mais descolado ao dizer coisas sobre os assuntos do momento ou alguma coisa que li, etc.

por exemplo, o que estou lendo agora (ou melhor, já terminei):

“QUE DIABOS ACONTECE NO FINAL DE TAXI DRIVER?

PUBLICADO POR RENZO MORA

A quem pertence um filme depois que ele está pronto?

Você já sabe e deve ter visto uma porção de vezes: Travis Bickle (Robert De Niro) está ficando pior. No terço final do filme, sua trajetória rumo à loucura está praticamente completa. Ele adota um corte de cabelo estilo mohawk – o que não é uma boa ideia nem para jogadores de futebol brasileiros. Depois segue para um comício e tenta matar o Senador Palantine, mas levanta a desconfiança do Serviço Secreto e desiste. Segue em frente. Vai para o bordel onde salvará uma menina de doze anos que se prostitui, Iris (Jodie Foster). Acontece uma carnificina e ele consegue eliminar as pessoas que exploram a jovem. Por fim, ele tenta se matar. Falta munição. Aparece a polícia e ele imita um revólver com a mão, “atirando” contra a própria têmpora.

Depois disso, vemos um Travis recuperado. Ele é tratado como um herói. Ele coleciona recortes de jornal que saúdam seu gesto. Ele recebe uma carta dos pais de Iris o agradecendo. Ele volta a dirigir o táxi pelas ruas de Nova York e reencontra sua paixão, Betsy (Cybill Shepherd). Ela diz que acompanhou sua história pelos jornais e que sabe que ele é um herói – o que ele nega. Ele a deixa em seu destino sem cobrar a corrida. Ele olha nervosamente pelo espelho retrovisor e o filme termina abruptamente.

O crítico Roger Ebert acha que há algo mais nestas cenas e sugere que nada deste segmento final pode ter acontecido. Ele pensa que Travis pode não ter sobrevivido ao tiroteio. Segundo esta linha, tudo o que se segue à cena do bordel passa-se exclusivamente na cabeça da personagem e são seus delírios finais. O reconhecimento de sua amada. A aceitação. A salvação da prostituta infantil e sua reintegração ao lar. “A sequência final segue como música, não como drama. Ela completa a estória em um nível emocional, não literal. Nós terminamos não com uma carnificina, mas com uma redenção, o que parece ser o objetivo de muitas das personagens de (Martin) Scorcese”, escreveu Ebert. Negando esta interpretação, temos ninguém menos do que o diretor. Ele diz que o olhar nervoso do taxista que encerra o filme é uma insinuação de que ele não está curado. Ele pode (e provavelmente vai) explodir novamente. Sua fúria está guardada, esperando apenas um gatilho qualquer para ser detonada novamente. O autor do filme, Paul Schrader, confirma esta visão. Ele nega ter pensado na cena como os delírios de um moribundo. O final, em que o motorista olha inquieto para alguma coisa em sua traseira, seria algo como um retorno ao começo da estória – como se ele pudesse ser incorporado ao início e o filme entrasse em um looping pérpetuo.

É uma pena. A interpretação de Ebert faz Taxi Driver crescer ainda mais.

Mas, enfim, a quem pertence uma obra – aos autores ou a quem a viu e enxergou alguma coisa a mais? Entrevistando o diretor Sidney Lumet sobre seu filme “Assassinato no Expresso do Oriente”, Paulo Francis sacou: “É sobre Watergate, não é?”. Claro que não era. Tratava-se de um filme de entretenimento, bem feito, mas nada além disso. Lumet trucou e concordou. Se um intelectual estrangeiro queria enxergar algo de mais profundo em seu trabalho, para que negar? O que ele tinha a perder? A prova de que era um blefe de Lumet está no fato dele nunca ter mencionado novamente esta pretensa alusão ao escândalo de espionagem.

E, mais uma vez, a quem pertence uma obra depois de entregue ao público? Se quisermos enxergar Nixon nas aventuras de Hercule Poirot, quem é Lumet para nos dizer que não? Se quisermos pensar que Travis vê a morte estendendo a mão para ele no espelho do seu carro, quem é Scorcese para nos tirar esse gosto? Alguns filmes – mesmo os grandes, como Taxi Driver – podem ficar melhores com o que acrescentamos a eles depois que as luzes do cinema acendem. E eles abandonam seus criadores e passam a nos pertencer no exato momento em que são exibidos”.

RENZO MORA
Renzo Mora é escritor e roteirista. Publicou os livros “Cinema Falado”; “Sinatra – O Homem e a Música”; “Fica Frio – Uma Breve História do Cool” e “Frank, Dean & Sammy: 3 Homens e Nenhum Segredo”.
Saiba como escrever na obvious.

Thor Gn’r • 5 meses atrás
Eu me canso dessas coisas de “alucinação” “Delirio”. Pra mim, em certos casos (a maioria deles) acabam com a graça da coisa. O autor e o diretor nunca dariam um final tão bosta assim pra um filme com tal visão.
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Roberto Gilnei Jr. Thor Gn’r • 2 meses atrás
Bem, como o próprio Scorcese negou que fosse alucinações pré-morte, fica então evidente que a intenção dele foi mesmo a de redenção do personagem do De Niro. Eu sinceramente não gosto disso, não gosto dessa coisa de “final feliz”. Ainda mais que filme se propõe a abordar a realidade nua crua e finaliza fugindo da realidade. O personagem do De Niro estava loucão demais para voltar a trabalhar como taxista. Jamais conseguiria viver a vida que vivia antes.

5id Vicious • 6 meses atrás
A interpretação de Ebert é interessante, mas pode ser vista como uma tentativa de se conferir razão ou sentido ao que aparentemente seria absurdo ou ilógico. A questão que poderia ser feita a Ebert é: mas a realidade não é, de fato, muitas vezes absurda, “irreal”? Na verdade, a leitura de Scorsese é talvez até mais interessante ou complexa do que a de Ebert. Senão vejamos: a intenção primeira de Travis era cometer um atentado contra o candidato da mulher que o rejeitou (de acordo com a razão louca de Travis, a destruição daquele que “atraía” Betsy para fora do seu bizarro mundo), ao mesmo tempo que deixaria dinheiro para Iris. Estaria morto já, após cometer o atentado. Mas tudo deu errado, ou melhor, saiu o avesso do que ele queria. O atentado sem sentido acabou frustrado, e a saída de Íris do submundo não foi suave e sim violenta (com a matança dos gigolôs etc.). Das consequências não esperadas por Travis derivaram outras, como a de sua “popularidade” entre os colegas e a mídia, que atraiu inclusive Betsy, a mesma que o havia rejeitado por considerá-lo abjeto. A moral da história de Scorsese seria que: 1) todos temos uma visão enviesada da realidade; 2) agimos sobre a realidade em função desta visão distorcida, conferindo a ela um sentido que é apenas subjetivo (e, no limite, lunático, absurdo); 3) a realidade objetiva reage de modo tão aleatório ou improvável quanto é arbitrária ou subjetiva a visão que o indivíduo possui dela; 4) das ações e reações decorrem uma mudança da realidade que nunca anula o fato de que continuaremos possuindo visões, entendimentos ou interpretações dela que são distorcidas, arbitrárias, subjetivas etc.; 5) não há como escapar desta dinâmica, que simplesmente expressa a natureza tensa, conflituosa, furiosa de nossas relações com o mundo.

A fúria de Travis é apenas uma caricatura das tensões e conflitos que todos experimentamos ao viver em uma sociedade mutante, ambígua, complexa, contraditória etc. Como toda caricatura, trata-se de uma amplificação do fenômeno real, para melhor percebê-lo, observá-lo e aprender com ele.
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Roberto Gilnei Jr. 5id Vicious • 2 meses atrás
O personagem é, na primeira parte do filme, retratado como um ignorante no sentido de desconhecimento. Ele é perguntado sobre conhecimento na hora do emprego e desconversa. A Betsy pergunta sobre música e ele confessa estar por fora do que é moda. Depois perguntam pra ele sobre política, e ele também não sabe de nada. Apesar disso, ele não é um cara irracional. Por isso, eu acho fraca essa motivação de ele tentar matar o presidente para atingir a mulher que lhe causou decepção amorosa. Se ele quisesse vingança, faria algo que atingisse diretamente a Betsy. Por mais a loucura dele viesse a aumentar, ele ainda conservava a moralidade. Tanto que se recusou a tocar na menor de idade que se oferecia para ele. Ele poderia ter se aproveitado da situação, mas não o fez.
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Danton • um ano atrás
Discordo que a obra fique maior com algum teor interpretativo sobrenatural – qualquer obra , seja literária ou cinematográfica – como a morte estendendo cumprimento , etc. etc. Qualquer outra visão, filosófica , social , cultural que vise explicar um desfecho ou amplamente é bem mais salutar a própria obra.
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CERR • um ano atrás
Um grande filme com um final absurdo, completamente fora da realidade. Realmente essa interpretação de Ebert é uma tentativa de não se fazer perder a grandeza do filme com um final totalmente sem noção, mas é evidente q não era essa intenção do autor. De qualquer modo, valeu pela boa vontade Ebert, vc é o cara. Agora sim, final genial.
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José Lucas Ignácio • um ano atrás
Pra mim, a interpretação de Ebert foi muito viajada. Prefiro a versão do autor.

© obvious: http://lounge.obviousmag.org/renzo_mora/2013/08/que-diabos-acontece-no-final-de-taxi-driver.html#ixzz44Eu4B7pV

bem, isso é sobre um filme de 1976 chamado “taxi driver”.

fui assistindo ele em pedaços, é muito bom.

talvez porque eu, assim como o protagonista, moro sozinho e tenho que forçosamente conviver com meus pensamentos.

eu dificilmente fico bravo, maior parte das vezes fico triste com determinada situação.

a tristeza, nostalgia, melancolia é como uma substância jogada na veia capaz de fazer com que eu repasse todas as minhas ações, reanalise-as com filtro novo, olhe como não sofrer tanto da próxima vez.

sobre eu?

bom, hoje estou advogando apenas, tendo deixado de ministrar aulas na uems após 4 anos de muita controvérsia, boa vontade, lembranças e aprendizado.

finalmente consigo viver sem ter prazos curtos de preparação de aulas, fazendo provas que certamente alguém iria reclamar depois, corrigindo trabalhos flagrantemente copiados da internet.

e pensar que eu preparava as provas com base no material que passei literalmente em sala de aula. ou seja: impossível alguém alegar deslealdade.

pois alegavam, dia após dia, mês após mês, ano após ano.

caraca porquê estou falando disso? não guardo rostos e nomes, não me deixa triste isso mais. é um alívio. mas são marcas na pele que não vou esquecer, vou sempre lembrar como o ser humano age.

quanto à advocacia?

pela primeira vez estou apenas e tão-somente mexendo com processos.

não existe empresa me enchendo (uniesp), não existe aula pra dar.

apenas poucos e parcos processos.

comecei a namorar, gosto dela e acho que ela gosta de mim. assim espero.

excluí meu facebook e saí de todos os grupos de whatsapp.

tenho um caderno de memórias, que sinceramente anoto tudo que me vem à mente e não gostaria que alguém tocasse.

no entanto, sei que pessoas desavisadas buscam entrar em minhas intimidades. na curiosidade, na inocência, na traquinagem… vão.

não é a primeira e nem será a última vez que escrevo mencionando intimidade e liberdade. pra mim, as maiores prerrogativas do indivíduo. a casa é asilo inviolável do indivíduo, suas anotações particulares e cartas enviadas são também indevassáveis, seu sigilo telefônico e telemático devem ser sacrossantos. sua índole não pode ser julgada.

e qando se divide uma vida a dois? e quando se tem amigos? e quando a família quer se aproximar? como fica a intimidade da pessoa? e qual a liberdade de escolha.

pois eu digo: procuro não pressionar que alguém tome uma decisão particular. não gosto de saber coisas que a pessoa reluta em falar. não julgo ninguém por escolhas das quais não conheço as circunstâncias. não gosto de mexer no celular alheio. não vasculho arquivos. não mexo em anotações.

mas amo quando alguém olha nos meus olhos ou me escreve, se abrindo pra mim.

esse é o verdadeiro sentimento de confiança desinteressada.

resenha degustativa: a outra história do brasil de jovane nunes (cia de humor melhores do mundo)

oi.

depois de milênios, terminei de ler um dos melhores livros que eu tenho.

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a última “resenha” que eu escrevi aqui no blog foi em setembro de 2013.

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na ocasião expliquei:

Agora na categoria “resenha degustativa”, vou postar minhas impressões pessoais sobre livros que já li inteiros e com calma.

Não entraram neste blog, portanto, livros que li por obrigação, correndo, para resolver um problema. Daí o adjetivo “degustativa”.

1) primeiras impressões

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o livro do humorista jovanes nunes é da editora planeta, pequeno e tem páginas impressas em folhas amareladas, do jeito que eu sinceramente gosto.

“a versão desavergonhada e sem cortes que explica tudo” é o que o livro promete: uma brincadeira utilizando todos os personagens da história do brasil, começando em portugal e indo até itamar franco.

o cheiro do livro ainda permanece, mesmo sua compra (trinta reais) ter sido realizada em 2012, ele é um amoour de livro!

2) resumo de conteúdo

o legal do livro, pra quem já conhece o jovane, é ler como se fosse uma peça dele, na voz dele, e rachar de rir!

as sacadas geniais do humoristas são várias, como por exemplo “a carta de caninha” que mostra a cachaça que verdadeiramente havia na frota de cabral.

“ao acordar, percebi-me melado por trás por uma substância que, torço, seja clara de ovos numa brincadeira de avacalhados marinheiros” (pág. 13).

depois da descoberta das “terras à vista” (especulação imobiliária) e do contato com os índios, jovane narra a fuga da família real de portugal. eis que o rei, astuto e zeloso com o próprio rabo, tratou de tirá-lo imediatamente da reta.

o autor narra que, na “incontinência” mineira, “as autoridades portuguesas, a princípio, tiveram a ideia de enforcá-lo pelos pés. foram várias as tentativas, mas o homem não morria”. (pág. 55).

já a lei do ventre livre foi boa pra todo mundo, menos para o ventre. “como, a partir dali, ele era livre, ninguém mais pagava mais as suas contas, e ele teve que se virar sozinho”. HAHAHAHA

legal também o drama da guerra de canudos, um diálogo enlouquecedor na seguinte cena teatral: “de um lado do palco está antonio conselheiro, entricheirado; do outro, os soldados republicanos”.

depois de muitos conselhos (ditados populares), resolvem atacar “cada um pega um porta-canudos desses de bar e jogam canudos uns nos outros. antônio conselheiro é mortalmente ferido no pescoço…”. (pág. 100).

o mais legal é que existem ilustrações feitas pelo jajá (welder rodrigues), que deixam as anedotas ainda mais hilárias.

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28/04/2003. Crédito: Gilberto Alves/CB/D.A Press. Brasil. Brasília – DF. Welder Rodrigues faz filipetas.

sobre getúlio e o estado novo, havia segredos nunca antes na história desse país contados, como, por exemplo: “a ideia de getúlio para se perpetuar no poder era terminar o mandato e ficar quieto para ver se alguém notava“.

pouca gente sabe e, graças a deus o testemunho de jovane esclarece, que construir brasília no meio do mato foi ideia de d. joão vi quando feio fugido de portugal, após parar na bahia. “com medo de um ataque de napoleão bonaparte e de ser atropelado por um trio elétrico, d. joão foi para o rio de janeiro. […] havia, ainda, o medo de ser atacado por um travesti na rua do ouvidor, d. joão pensou em se mudar para taguatinga, cidade-satélite de brasília…”. (pág. 135).

passou pela ditadura, ditatura – bigodes, coturnos, fardas e torturas  – tudo era combustível de fantasias impronunciáveis.

com relação à conturbada presidência de collor de mello, explica o notável historiador que não basta se inscrever e pronto, o sujeito é presidente. “tem que vencer a corrida eleitoral, uma maratona sui generis, pois mais de uma vez o candidato fora de forma venceu”.

importante também, e para finalizar (senão fica longo demais e chato) é que o livro não poderia deixar de falar de sílvio santos, o candidato mais icônico à presidência do país.

“você quer trocar a sua vaga de candidato por um tênis montreal? correa ficou pensativo; a platéia tentou ajudá-lo. correia gritou: sim! silvio trocou a aga de correa por um parte de tênis montreal e uma telesena; dessa maneira, tornou-se candidato” (pág. 176).

enfim! muito bom!

3) conclusões positivas e negativas sobre a obra

negativamente posso destacar que, na área central do livro, jovane acaba socando um sem-número de personagens, nomes e dados, que deixa o trecho monótono.

mas claro que os aspectos positivos do livro são muito superiores e argumentam para que você leia saporra.

ao brincar com a história, não tem jeito! o autor acaba forçando a nossa mente a separar o que é brincadeira e o que é mesmo dado correto, repassando todo o período na mente. é, para aqueles que tiveram história do brasil, uma delícia a crítica às mazelas do jeitinho brasileiro de viver.

o humor vem em doses, nada exagerado.

a cia de comédia os melhores do mundo tem um ótimo roteirista.

recomendo, claro!

e 2015 já se foi

 

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eu sou zé aldo, connor é a vida

 

no final de outubro de 2014 corrigi 40 provas do quarto ano.

 

atendi também nesse mês uma cliente com síndrome do pânico.

 

em 13 de janeiro de 2015 acordei às 10 da manhã com um puta torcicolo.

 

no último dia de fevereiro fui numa fodendo formatura de direito no coliseu.

 

em 17 de março, pouco antes de falecer, meu avô veio me ver no escritório e falou com o dr. lot.

 

no feriado em naviraí de 13 de maio, para estranho geral da nação, não fui no show do luxúria.

 

em 19 de maio quitado o financiamento do meu carro, logo após dormi no volante e o bati.

 

em julho descobri que o sentimento de posse vem antes do amor rsr.

 

agosto fui no interuems com o valter e a bianca, a lhaienny chegando depois, onde formamos os “amigos da estrada” com os amigos de medicina uems (tem foto rsr).

 

em novembro, seguindo o mesmo clima, fomos nos jogos jurídicos do centro-oeste onde morri.

 

feliz ano novo!

 

 

 

o dia do tchau

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sad keanu

 

[ontem]

 

hoje, dia 19 de novembro de 2015, é um dia sui generis.

 

as 2 últimas aulas no primeiro ano serão as últimas a serem ministradas em 2015.

 

isso mesmo, no final de novembro só me restarão provas, optativas, exames…

 

isso não é “aula”, isso é “cobrança”.

 

hoje se encerrará um caminho trilhado desde 2011, mal ou bem.

 

(um adeus ou até logo…)

 

 

rachando a cuca

oi

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no dia 1º de novembro eu levei uma joelhada na lateral direita da cabeça e apaguei, vindo a cortar a cabeça na quadra (4 pontos).

agora só tenho mais 5 vidas.

e pensar que fiquei esperando longas semanas por esses jogos.

talvez seja uma lição pra ser aprendida, gravada na pedra com sangue…

além desse fato, cujas consequências foram inafastáveis e os meus comentários a respeito devem cessar, aconteceram algumas outras coisas.

fui em um refresh da dale carnegie em dourados, um no dia 17 de outubro e outro no sábado passado. aprendi muito, vi na minha frente coisas que sequer podia imaginar.

mas, seguindo o pensamento abaixo, o que vi foram coisas que “já sabia”.

“não se pode ensinar alguma coisa a um homem; apenas ajudá-lo a encontrá-la dentro de si mesmo” galileu.

to realmente crente disso aí. até na aula de sábado de manhã ou segunda, ou terça agora… não ensinei. na verdade alguém pode até dizer “como EU não vi isso antes?”

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e, em sendo assim, morro com o seguinte questionamento:

o que aprender (qual lição extrair) com o acontecido? se ninguém me ensinará absolutamente nada, devendo eu mesmo encontrar a resposta dentro de mim, estou fodido (até porque bati a cabeça rsr).

passar bem.

a verdade sobre o dia primeiro de abril

essa crônica faz parte do meu livro, que a mim pertence, pois comprei.

“as mentiras que os homens contam”, do veríssimo, é um apanhado das historinhas desse autor nos jornas portalegrenses. 

nós homens não mentimos, ele prova isso.

livro verde à direita, ao fundo.
livro verde à direita, ao fundo.

bora la? vamo:

a verdade sobre o dia primeiro de abril

o ano nem sempre foi como nós o conhecemos agora. por exemplo: no antigo calendário romano, abril era o segundo mês do ano. e na frança, até meados do século xvi, abril era o primeiro mês. como havia o hábito de dar presentes no começo de cada ano, o primeiro dia de abril era, para os franceses da época, o que o natal é para nós hoje, um dia de alegrias, salvo para quem ganhava meias ou uma água-de-colônia barata. com a introdução do calendário gregoriano, em 1564, primeiro de janeiro passou a ser o primeiro dia do ano e, portanto, o dia dos presentes. e primeiro de abril passou a ser um falso natal – o dia de não se ganhar mais nada. por extensão, o dia de ser iludido. por extensão, o dia da Mentira.

VOCÊ ACREDITOU NESSA?

há outra. no hemisfério norte, onde tudo é o contrário do hemisfério sul – inclusive, em muitos países, corrupto vai para a cadeia, imagine! -, a primavera está no auge em abril. “abril” viria, mesmo, do latim aprills, que viria de aperire, ou abrir, pois a primavera é a estação em que os botões se abrem, tanto das flores quanto das roupas, e o pólen está no ar, e as abelhas voam, os camponeses correm atrás das camponesas e, como se não bastasse toda esta confusão, os alérgicos espirram e os pássaros cantam. um dos primeiros pássaros a cantar a chegada da primavera é o cuco, cuja característica é imitar a voz de outros pássaros, tanto que os assim chamados relógios-cucos não deviam ter este nome, já que o que o passarinho canta quando sai da janelinha nunca é o seu próprio canto, é plágio. o primeiro dia de abril, na europa, era, portanto, o dia do cuco, que saía do seu ninho para espalhar a discórdia, já que ora imitava um pássaro, ora imitava outro. e a todas estas horas as camponesas voavam, as abelhas perseguiam os camponeses pelos campos e os alérgicos floriam e as flores espirravam e os padres mandavam parar essa pouca-vergonha, já! e matem aquele cuco. primeiro de abril era o dia do cuco. o cuco é um pássaro mentiroso. aliás, até hoje, ninguém, fora alguns parentes mais chegados, sabe como é o canto real de um cuco, já que ele sempre canta como outro. logo, primeiro de abril ficou como o dia dos mentirosos.

ESSA CONVENCEU?

aqui vai outra. na verdade tudo vem da índia, onde desde tempos imemoráveis existe o festival de huli, uma festa que dura um mês e em que tudo é ao contrário, tanto que ela começa no dia 30 de abril e termina no dia primeiro, quando as pessoas entram nas suas casas, de costas e começam a se preparar para a festa que já houve. o último dia do festival de huli é reservado para o “vahila”, que em sânscrito quer dizer “tirar um sarro”, que é quando as pessoas recebem incumbências absurdas, como – isto já na época do domínio britânico – levantar a saia da estátua da rainha Vitória para ver se a calcinha também era de bronze.

foram, aliás, os ingleses que levaram a tradição do huli para a europa, junto com o curry e a malária.

uma destas é a verdadeira origem do primeiro de abril. mas, claro, isto também pode ser mentira…

oi,

hoje é dia 22 de junho de 2015, uma noite “fresca” de segunda.

não escrevo para que alguém leia (a menos que for uma carta).

escrevo porque já faço isso num caderno. também porque falar demanda um bom ouvinte, qualidade que eu tento desenvolver.

como ser humano (que sou ! (?)), egoísta, gostaria mesmo que alguém lesse isso.

lógico.

o que o egoísta quer?

que se importem com ele.

que o entendam.

que, verdadeira e sinceramente, compartilhem do seu pensar.

“Ouvindo, pois, três amigos de Jó todo este mal que tinha vindo sobre ele, vieram cada um do seu lugar: Elifaz o temanita, e Bildade o suíta, e Zofar o naamatita; e combinaram condoer-se dele, para o consolarem.

E, levantando de longe os seus olhos, não o conheceram; e levantaram a sua voz e choraram, e rasgaram cada um o seu manto, e sobre as suas cabeças lançaram pó ao ar.

E assentaram-se com ele na terra, sete dias e sete noites; e nenhum lhe dizia palavra alguma, porque viam que a dor era muito grande”.

(Jó 2:11-13)

enfim.

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[hoje já é sexta, 26]

tivemos a honra de uma palestra/movimento pela ética.

frisar que o problema do errado, do antiético não é só do estado e de suas autoridades.

[——–>>>>> haaaja redação]

– mas, para não perder o foco outra vez, voltemos:

o porquê resolvi escrever sobre qualidade de vida? por que realmente, ter qualidade de vida seja viver.

pensa comigo,

ter qualidade de vida, em primeiro lugar, é ter acesso aos bens culturais, o que demanda dinheiro.

portanto, ter qualidade de vida é possuir algo que ao menos nos dê o básico.

hipocrisia dizer que não.

precisamos sim de dinheiro, para trocas.

mas precisamos também de tempo, para fazer coisas.

logo, na equação da vida temos: tempo + dinheiro.

esse post não sobre como ganhar dinheiro, é sobre o outro fator.

[hoje, 07 de julho]

até porque, se fosse sobre “como ganhar dinheiro” eu seria um bilionário…

isso não confere, né produção? (à toda evidência HAUAHUEHE).

quando nós nos dedicamos a pintar um quadro, o mundo todo não mais nos importa.

somente aquela moldura.

somente aquele traço e aquelas tintas.

 agora, se assumo a responsabilidade de entregar outro quadro, se pego outro quadro para pintar…

certamente que não ficará tão bom o primeiro, ou, caso contrário, terei que correr contra o tempo para poder caprichar.

o capricho, que antes era algo intrínseco ao próprio ato de pintar, passa a sair às minhas custas.

minha “potência de agir” seria toda colocada nisso, de maneira descomunal.

………

isso quer dizer que sou contra o cansaço? todo mundo que chega cansado em casa, na verdade, está pelo caminho errado?

não, necessariamente.

……….

 mas entender o seu ritmo e entender o ritmo da vida, isso sim, é S A B E D O R I A

o pior dos males é se tornar velho, antes de se tornar sábio.

o tempo faz o velho, mas não faz o sábio.

não necessariamente…

eu não posso ser, não sou e nunca vou ser – muito menos pretendo – exemplo algum de sabedoria.

mas tamoae na atividade!

fonte: http://www.deviantart.com/art/Reforestation-543746649
fonte: http://www.deviantart.com/art/Reforestation-543746649